quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Santo Huberto - padroeiro dos caçadores

SANTO HUBERTO

Padroeiro dos caçadores, Santo Huberto é também invocado por matilheiros, arqueiros, guardas florestais e ainda para curar a raiva e as mordeduras de cães.

É no dia 3 de Novembro que se celebra o dia de Santo Huberto.

Santo Huberto viveu no período medieval, entre 656 e 728. Era filho do Duque Bertrand da Aquitânia e neto do rei Chariberto, de Toulouse.
Desde jovem que era adepto da caça e muito valente a lutar com as feras. Um dia, num bosque, o seu pai foi atacado por um urso furioso, mas o jovem Huberto chegou a tempo e arremeteu tão fortemente contra a fera que esta teve que soltar o Duque Bertrand, assim salvando a sua vida.
Foi enviado para estudar no palácio do rei de Neustria (Bélgica), mas ele tinha fracos costumes e fugiu. Foi então para o palácio do Conde de Austrasia, onde recebeu uma boa educação e casou-se com uma filha do conde Dagoberto, Floribane, da qual teve um filho a quem chamou Floriberto.
Huberto esqueceu os sábios conselhos da sua santa mãe e dedicou-se unicamente a festas e desportos, deixando de ir à missa. E uma certa Sexta-feira Santa, em vez de assistir às cerimónias religiosas, foi à caça.
Aconteceu então que, perseguindo um veado em pleno bosque, este deteve-se repentinamente no meio dos arbustos, o que fez parar os cães e os cavalos. Entre os cornos do veado apareceu uma cruz luminosa e Huberto ouviu uma voz que lhe dizia: “Se não voltares para Deus cairás no Inferno”.
O jovem príncipe rapidamente foi procurar o Bispo S. Lambert, perante o qual pediu, de joelhos, perdão pelos seus pecados. O santo bispo concedeu-lhe o perdão e dedicou-se a instrui-lo esmeradamente na religião.
Renunciou ao direito de ser herdeiro do trono, repartiu os seus bens pelos pobres e foi ordenado sacerdote. Entrou então para o convento dos Padres Beneditinos e dedicou-se à oração, à leitura e meditação, enquanto se ocupava com trabalhos humildes como lavrador e pastor de ovelhas.
Desejava ir a Roma ver o túmulo dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e ouvir o Sumo Pontífice. E assim partiu, a pé, escalando montanhas cobertas de gelo e atravessando em pequenos barcos rios de caudais fortíssimos, até que conseguiu chegar, depois de mil perigos, à Cidade Eterna.
Estando um belo dia numa igreja de Roma, orando devotamente, foi mandado chamar pelo Sumo Pontífice Sérgio. Este contou-lhe que o bispo Lambert tinha sido assassinado pelos inimigos da fé e que era de opinião que a melhor pessoa para substituir o bispo morto era ele, o monge Huberto. Apesar do medo em aceitar tal cargo, uma visão sobrenatural convenceu-o de que devia aceitar, tendo sido consagrado bispo da igreja católica.
Santo Huberto foi bispo de Tongres, de Maestricht e de Liège, Bélgica.
O território que competiu governar a S. Huberto era povoado por gentes que adoravam ídolos e eram muito cruéis. Ele percorreu todas as regiões ensinando a verdadeira religião e afastando das gentes as falsas crenças e as maléficas superstições.
Deus concedeu-lhe o dom de fazer milagres. Os que tinham maus espíritos, ao encontrarem-se com o santo, recuperavam a paz, sendo abandonados pelos maus espíritos. Os que antes adoravam ídolos e deuses falsos, ao ouvi-lo falar tão harmoniosamente de Deus dos Céus, que fez a terra e tudo quanto existe, exclamavam: “Não nos haviam falado assim” - e convertiam-se e faziam-se baptizar.
Por rios tormentosos, cruzando selvas tenebrosas, fazendo viagens muito cansativas e percorrendo os campos em procissão, cantando e rezando, visitou todo o território da sua diocese, oferecendo os sacrifícios da sua viagem para a conversão dos pecadores e Deus respondeu-lhe concedendo-lhe que milhares se convertessem à verdadeira fé.
Um dia viu a casinha de uma mulher pobre em chamas. Pôs-se a rezar com toda a sua fé e o incêndio apagou-se milagrosamente.
Construiu um templo a S. Lamberto, o santo bispo assassinado, e para lá levou as relíquias do mártir (ao abrir-se o túmulo, depois de vários anos, o corpo estava incorrupto, como se tivesse sido acabado de sepultar). À passagem do corpo do santo, vários paralíticos ficaram sarados e começaram a andar e vários cegos recuperaram a vista.
Um dia, enquanto S. Huberto celebrava a missa, entrou na igreja um homem louco, que tinha sido mordido por um cachorro com hidrofobia (ou raiva). Toda a gente saiu a correr da praça, mas o santo deu uma bênção ao louco e este ficou instantaneamente sarado e saiu da praça gritando: “Voltem tranquilos ao templo que o santo bispo me curou com a sua bênção”. Por isso muita gente invoca S. Huberto contra as mordeduras de cães raivosos.
No ano 727, Deus anunciou-lhe que estava prestes a morrer, pelo que ao terminar a missa disse aos seus fiéis: “Já não voltarei a beber deste cálice entre vocês”. Pouco depois adoeceu e morreu santamente, deixando entre as gentes a recordação de uma vida dedicada totalmente ao bem dos demais.
Santo Huberto morreu no dia 30 de Maio de 727, e foi canonizado em 743. Foi exumado da igreja de S. Pedro, em Liége, em 825; embora morto há muitos anos, o seu corpo estava em bom estado, provando a sua santidade a todos os que o viram.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Algumas normas de segurança a respeitar mesmo no período do defeso

1. As armas de caça devem estar sempre em perfeitas condições.
2. Faça-as controlar periodicamente por um armeiro profissional.
3. Não esqueça: fora do acto venatório as armas devem ser transportadas descarregadas e dentro do respectivo estojo.
4. Em sua casa guarde as armas descarregadas, desmontadas e fechadas em lugar seguro. As munições devem-se guardar em local fechado e diferente daquele onde guarda as armas.
5. Parta sempre do princípio que uma arma fechada está carregada.
6. Nunca feche uma arma virada para alguém. Ao fechar a arma dirija os canos para o chão. Levante a coronha, em vez dos canos.
7. Nunca aponte a sua arma, mesmo que descarregada, a outras pessoas. Prepare os seus filhos: não os deixe apontar armas-brinquedo a pessoas ou animais domésticos.
8. Durante a época de defeso, pratique num campo de tiro com a sua arma de caça.
9. A maioria dos acidentes com armas devem-se a imprudências. Não existe prudência em excesso.
10. Os acidentes não acontecem só aos outros!
In Código de Comportamento do Caçador

A época de caça 2009/10 chegou ao fim

Este Domingo, dia 21 de Fevereiro, chegou ao fim a época de caça na nossa associativa.
Felizmente sem acidentes a assinalar!
Esperamos que todos tenham gozado o mais possível as saídas para o monte na companhia dos seus companheiros de caça e dos seus fieis amigos, os cães, pois como alguém diz: "o importante não é caçar, é andar à caça", independentemente do sucesso dos abates.
Entra-se agora num período de defeso. O verdadeiro caçador deve, no entanto, continuar atento e actuante na preservação e valorização dos habitats e das melhores condições de refúgio, alimentação e reprodução das espécies.
Colabore evitando os incêndios! Não faça lixo! Proteja a floresta!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Campo de Bustelo: imagens de uma grande vessada!


Cerca de 15 sócios responderam ao desafio lançado pela direcção e, sem regatear esforço e disponibilidade, meteram mãos e máquinas à obra, deixando o Campo de Bustelo totalmente vedade, lavrado e semeado.
Agora, a Natureza fará o seu trabalho!...

Lembramos, a propósito, a parábola evangélica do semeador:
«O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda; mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram. Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas. Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta.
Aquele que tiver ouvidos, oiça!»
(S. Mateus 13, 1-9)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

14.Fev. - fim da época de caça às galinholas e dia 21.Fev. - fim da caça aos tordos

É já no próximo Domingo que acaba a época da caça às galinholas; no Domingo seguinte é o fim da caça aos tordos.

A galinhola (scolopax rusticola) é uma ave ciconiforme, da família Scolopacidae, tal como os maçaricos e ostraceiros.Com seu bico reto e comprido, revira o lodo à procura dos pequenos invertebrados dos quais se alimenta.
“A Galinhola é uma das espécies de caça mais apreciadas, devido à beleza do trabalho do cão que proporciona.
Chega a época dos grandes frios na Europa do Norte e Central, aí vem a “dama dos bosques”, à procura de climas temperados, numa migração que a traz todos os anos a Portugal. Permanece entre nós até ao fim do inverno e volta às terras onde nasceu para aí fazer o seu ninho; as primeiras neves, a meio do Outono, fazem-na regressar às florestas e matagais das regiões do Sul da Europa.
É uma caça requint
ada, gozando o caçador muito mais em seguir o perdigueiro que, pelo rasto, procura “parar” a galinhola que se lhe furta habilmente entre as estevas ou os bastios dos pinhais, do que com o tiro que, ao abatê-la vem interromper o prazer da sua tão difícil e apaixonante perseguição, nos dias frios e brumosos do inverno.”
João Maria Bravo